quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Promessas de um ano bom!

Hoje acordei disposta a pensar no que fazer da minha vida. Começo de ano tem muito disso, não é mesmo?! Avaliar o passado, compreender o presente e, logicamente, planejar o futuro. Como, se a gente pudesse e, conseguisse, fazer isso. É como dieta de segunda – feira, nunca sai do papel.

Mesmo assim, planejei para o meu ano bom, muitas coisas, dentre elas pensar mais em mim. Engraçado! Chegar à minha idade e aprender o quanto é necessário ser egoísta. É um tanto quanto anormal, você não acha? Mas, tem horas que isso é preciso.

Nós vivemos tão amarrados na opinião dos outros, nas suas compreensões e tem horas, que a gente pára e pensa: “Não sou dona da minha própria vida? Então, o que importa o que os outros vão pensar!”.

Estar solteira, ser sozinha, amar e não ser correspondida, falar alto, cantar no chuveiro, coçar a cabeça, trocar de calcinha, viajar pelo quarteirão, tomar sorvete, assistir desenhos animados, jogar boliche, acessar sites de fofoca, ver novela, procurar um grande amor, ufa! É problema meu! E ninguém tem nada haver com isso.

Se algum homem quiser ser meu companheiro, que aceite tudo isso. Simplesmente, como eu sou. Pr’a que maquiagem, se você vai acordar sem; pr’a que etiqueta, se no final vai lamber os dedos; pr’a que cerimônia, se depois vai ter intimidade. Pr’a que viver de aparências, me diga!

Por isso, que uma das minhas promessas é voltar a ser eu mesma. Vou jejuar por um tempo, desintoxicar das coisas que me adoeceram e criar anticorpos. É preciso se restabelecer, pr’a voltar mais forte, mais valorizada.

Por enquanto, estou me recompondo. Dizem que a vida a gente nas primeiras semanas do ano, é igual canal de TV, só reprises. Mas, logo inicia a nova programação. Assim seja.
Me aguarde!

domingo, 6 de janeiro de 2008

O presente

Terça-feira, aniversário do meu “quase namorado”. Nós estamos juntos, a mais ou menos, uns oito meses. Se, ele é o meu namorado? Não, quase! O “quase” é por minha conta, porque para ele, sou a amiga que ele beija quando tem vontade. Seja como for, é aniversário do moço.

Resolvi comprar um presente, afinal de contas, como eu disse para o vendedor da loja, dependendo das boas vibrações, com este presente ele pode até...virar meu namorado.
Comprei. Não apenas um presente, comprei dois. Um para ele e outro para “agradar” ele.
Um presente sexy, lindo, cor pérola (você já deve imaginar do que se trata, não é?!). A embalagem foi, especialmente, preparada para o “ataque”. Ufa! É hoje, o dia D.

Caríssimas, o dia D foi, perfeitamente, um fiasco. Isso mesmo, que você leu, um fiasco. Quem disse para você, que um “ficante casual”, trocaria a companhia dos amigos, da cerveja gelada e do baralho de final de tarde, para sair com você? Preparou a semana inteira um mega evento de aniversário? E ele com isso!?

Com certeza você deve saber o tamanho da fúria de uma mulher abandonada, certo? Quer saber o que eu fiz com o presente? Troquei. Graças do código de defesa ao consumidor, podemos efetuar a troca de um produto, até sete dias após a compra.

Quer saber o que eu fiz com o “quase namorado”? Ainda estou com ele. Duas semanas se passaram, ele me ligou disse que estava com saudades, pediu desculpas e disse que gostava demais da minha companhia. Precisava mais?

Quer saber porque aceite ele de volta? Por que para uma mulher de quase trinta, as coisas não são tão simples, como parecem. As “coisas” não evoluíram nestes dias, encontrei “coisas” bem piores por aí. Além do mais, sei exatamente o que quero.

A vida é assim, muitas vezes desdenhamos as nossas “coisas”, por achar que a da vizinha é bem melhor, sem problemas, mais bonita... O que aprendi com a lição? Que as pessoas têm vontade própria. Eu realmente não disse o que planejava com ele, criei e inventei, porque eu quis. Por que era a minha vontade.

Hoje me pergunto: Seríamos, nós capazes de moldarmos os outros? Um filósofo alemão, disse uma vez: Assim como a cera, naturalmente dura e rígida, torna-se com um pouco de calor tão moldável que se pode levá-la a tomar a forma que se desejar, também se pode, com um pouco de cortesia e amabilidade, conquistar os obstinados e hostis.

Eu e o meu “quase namorado”? Fizemos as pazes. Conversamos e nos entendemos. O presente? Acabei comprando outro. E ele? Me levou para jantar.