Fizeram à gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. (Se for assim estou perdida, pois já passei dos 30 e ainda não descobri o que é amor. Triste?)
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. (Não acredito que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Na verdade a gente se completa, quando descobrirmos que podemos (e somos) inteiros e que temos condições de somar na vida de alguém e não completar)
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. (com certeza! quando descobrimos isso, descobrimos o verdadeir amor: o amor próprio!)
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. (Enxergar nos outros e possibilidade de sermos nós mesmos, é mais forte do que olhar para as pessoas e decobrimos que não somos nada sem elas. Quem disse que precisa ser dois, para ser um?!)
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. (O negócio é amar sobre todas as coisas. Casar nem sempre é amar. É achar que o outro é responsável pela tua felicidade).
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. (Achava, antes dos 30, que engordar era genético, hoje posso afirmar que, para engordar, basta comer por ansiedade, comer por comer e não se exercitar. Chinelo velho para um pé torto? Tampa para a panela? Prá quê?)
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. (Existe fórmula para ser feliz, me diz?)
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém. (Ás vezes gostaria de ser profeta, descobrir o mistério da vida. Ás vezes acho melhor não. Tenho medo de conhecer as verdades, de no fundo, não saber - de fato - o que é amor; de jamais arrumar um chinelo velho para o meu pé torto e de descobrir que duas laranjas deixa o suco mais gostoso.)
Dani-se ela, by John Lennon
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Só para constar - Contos de Amigos 1
Já se passaram 07 dias do mês de Julho. Engraçado como este ano não está passando, está voando, não é mesmo!? Restam ainda 6 meses para o final do ano, 57 dias para minha viagem e 34 dias para completar 01 ano do meu projeto. Enfim são tantas datas misturadas nesta ansiedade que chego a me perder (e a me encher de urticária!).
Muita coisa também já foi sentida nestes dias que se passaram. A perda frustrante do Brasil na Copa de Mundo, a derrota brilhante de Portugal de Felipão, algumas transmissões via satélite, algumas viagens pelo interior, alguns beijos meio as turbulências (e põe turbulência nisso!), alguns beijos depois das quartas-feiras fantásticas, algumas cervejas, vinhos, cervejas, e lógico água mineral.
Ah! Pode-se dizer que tivemos também algumas novas amizades, estamos abrindo o ciclo de amigos, renovando conceitos e mudando alguns pré-conceitos, como o de Pessoas Felizes. Mas, quer saber!?!? Feliz sim, e com “Z” no final. Feliz, por que a gente se odeia, mas se completa!
Eu.
****
Primeiro quero dizer que eu adoro essas cartas. Sempre me fazem pensar, lembrar, refletir e o principal: SENTIR.
Este ano tá voando mesmo, meu aniversário já passou há 3 dias, já estou de quase seis meses do meu filhote e o puxadinho dele cresce a cada dia e juro que não é culpa minha. Parece que foi ontem, que estávamos de plantão nas férias de Julho envelopando documento e fazendo planilha de cálculo do CPA. Mas, assim como temos Plano de Carreira na Pamonha, nós logo estaremos de férias e a nossa amiga irá responder os e-mails do departmaneto. Nosssaaaaa! Quanto trabalho! Espalhei para todo mundo como achei maravilhosa essa coisa de Novelinha, ops! Vídeoaula.
Muita coisa sentida mesmo. Essa copa tão frustrante para nós brasileiros e eu tentando não me estressar para não causar nenhum dano ao meu inquilino. "Bota” derrota brilhante para essa super simpática (se é que vcs me entendem) seleção de Portugal, mas temos a Itália aíííííííí.......para encher nossos olhos com aqueles lances maravilhosos (“poxa-que-coxa”).
O melhor que fizemos foi instituir nossas reuniões às quartas-feiras no final do dia para discutirmos o que não foi dito e o que foi dito na reunião anterior (melhor ainda, fazemos o que sempre sugerimos no treinamento ou seja, fazer em um ambiente descontraído). Aprendemos em uma dessas reuniões que cruzar os dedos pode ter outro significado e também que as áudios são mais organizadas do que nós. Acho que também posso dizer que vive uma turbulência “de emoções”, nunca imaginei que uma pessoa poderia sentir todos os sentimentos do mundo em um só dia. Ao contrário da minha madrinha que teve uma “mão” (vamos usar esse substantivo) amiga para ajudá-la, eu tive duas, que me deixaram e me deixam segura. Em relação às bebidas, bom! Eu só bebo quando me deixam ou quando estão distraídos (Del Valle de Morango nunca mais).
Novas amizades? Adoro! Precisamos conversar seriamente com o Paulo para fazer um puxadinho no bar dele, pois ficará pequeno para nós.
Amiga.
****
Putz... passou rápido mesmo né? Eu estou ouvindo uma música que a Dani em mandou que é: “Quanto tempo demora um mês”. E se tomarmos como referência o primeiro semestre deste ano, minha resposta seria: demora pouco! Eu estive fora durante “um” dia e somando-se o final de semana parece que eu to fora há séculos. Porque em três dias eu viajei quilômetros. Revi São Paulo. Quebrei meu carro. Consertei meu carro. Sofri de dor de cabeça. Conheci pessoas inteligentes e interessantes. Me senti famoso. O Zidane se danou! A Itália virou tetra. A Bia Falcão se safou e a Dona Tosca quase casou.
Se a gente for pensar em seis meses entaum... Meu Deus! Quanta coisa... e põe item nesta lista de vcs aí... Eu fico feliz. Se pensarmos que ano passado a Dani R. tinha acabado de se mudar pra Rio Preto. A Dani L. ainda morava no outro apê. Eu não tinha carro ainda. A Dani L. ainda não tinha ido pra terrina do Luiz Figo. A Dani R. ainda morava sozinha. E eu ainda trabalhava só por meio período por aqui! Quanta coisa hein?
Putz...
Mas isso nos trás um certo alívio. Ontem no Fantástico, o Max Gerhinger (naum sei como escreve! E procurar vai demorar!) disse que a hora de parar de trabalhar chega quando a gente percebe que, durante muito tempo, nada de novo aconteceu... Se depender disso, vamos continuar trabalhando por muito tempo, certo? Disso a gente nunca vai poder reclamar: monotonia. A começar e sentimentos e de humor. Meu Deus! Como a gente varia de humor aqui, né? Sexta-feira, enquanto eu estava em São Paulo, eu tinha o “mó” orgulho de trabalhar aqui. Agora, ouvindo um converseiro aqui dentro, eu tenho vontade de sumir. Mas é tanta gente que está próxima da gente e tanta gente que precisa da gente, que eu PRECISO rever meus conceitos.
Junta-se ao Operador de Caixa do Wall-mart e aos Velhinho e Professores conectados, os funcionários de hotel e agentes de viagem bilíngües. Como dizia meu pai, esses dois cursos são dois leões que eu tenho que vencer. Mas depois, vem o prazer.
Acho que nosso fim de ano, vai ser tão bom quanto. Ou vai ser pior do que o primeiro. Ou vai ser MUITO melhor que o primeiro. Afinal, começamos nosso semestre assim e encerraremos com mais uma dupla fechada (dani+dani / joao+joao). Terminamos o semestre com o CAPP relançado e com um ano. Terminaremos o semestre com trezentos cursos para saber se agora a gente atinge a eficiência!
O fato é que muita coisa amadureceu. Nossos pensamentos. Nossa amizade. Nosso fígado *riso*! Nosso circulo de relacionamentos... E por mais que tentemos mostrar pra todos que nós não somos felizes. A gente naum precisa se matar porque o dia a dia prova isso. Mesmo que a gente use uma camiseta diferente na festa do segundo semestre... O que precisa ficar ainda mais forte é o suporte que temos que dar um pra o outro. Como já ficou claro, só a gente que se agüenta mesmo... entaum, o que nos sobra? Agüentar-nos!!!
Adoro vcs.
Sr. Oficial
P.S. Tem gente pior que aqui: quinta-feira fui cortar o cabelo e perto do salão, tinha um escritório de naum sei o que com uma porta de vidro. Na porta, tinha um adesivo escrito assim: “Aqui trabalhamos animados! (mais umas carinhas felizes!)” ?!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!?! Pode uma coisa dessa? Eu só espero que ninguém veja... porque se alguém aqui tiver uma idéia dessa, juro que peço emprego no Number One. Já basta camiseta.
***
Muita coisa também já foi sentida nestes dias que se passaram. A perda frustrante do Brasil na Copa de Mundo, a derrota brilhante de Portugal de Felipão, algumas transmissões via satélite, algumas viagens pelo interior, alguns beijos meio as turbulências (e põe turbulência nisso!), alguns beijos depois das quartas-feiras fantásticas, algumas cervejas, vinhos, cervejas, e lógico água mineral.
Ah! Pode-se dizer que tivemos também algumas novas amizades, estamos abrindo o ciclo de amigos, renovando conceitos e mudando alguns pré-conceitos, como o de Pessoas Felizes. Mas, quer saber!?!? Feliz sim, e com “Z” no final. Feliz, por que a gente se odeia, mas se completa!
Eu.
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Primeiro quero dizer que eu adoro essas cartas. Sempre me fazem pensar, lembrar, refletir e o principal: SENTIR.
Este ano tá voando mesmo, meu aniversário já passou há 3 dias, já estou de quase seis meses do meu filhote e o puxadinho dele cresce a cada dia e juro que não é culpa minha. Parece que foi ontem, que estávamos de plantão nas férias de Julho envelopando documento e fazendo planilha de cálculo do CPA. Mas, assim como temos Plano de Carreira na Pamonha, nós logo estaremos de férias e a nossa amiga irá responder os e-mails do departmaneto. Nosssaaaaa! Quanto trabalho! Espalhei para todo mundo como achei maravilhosa essa coisa de Novelinha, ops! Vídeoaula.
Muita coisa sentida mesmo. Essa copa tão frustrante para nós brasileiros e eu tentando não me estressar para não causar nenhum dano ao meu inquilino. "Bota” derrota brilhante para essa super simpática (se é que vcs me entendem) seleção de Portugal, mas temos a Itália aíííííííí.......para encher nossos olhos com aqueles lances maravilhosos (“poxa-que-coxa”).
O melhor que fizemos foi instituir nossas reuniões às quartas-feiras no final do dia para discutirmos o que não foi dito e o que foi dito na reunião anterior (melhor ainda, fazemos o que sempre sugerimos no treinamento ou seja, fazer em um ambiente descontraído). Aprendemos em uma dessas reuniões que cruzar os dedos pode ter outro significado e também que as áudios são mais organizadas do que nós. Acho que também posso dizer que vive uma turbulência “de emoções”, nunca imaginei que uma pessoa poderia sentir todos os sentimentos do mundo em um só dia. Ao contrário da minha madrinha que teve uma “mão” (vamos usar esse substantivo) amiga para ajudá-la, eu tive duas, que me deixaram e me deixam segura. Em relação às bebidas, bom! Eu só bebo quando me deixam ou quando estão distraídos (Del Valle de Morango nunca mais).
Novas amizades? Adoro! Precisamos conversar seriamente com o Paulo para fazer um puxadinho no bar dele, pois ficará pequeno para nós.
Amiga.
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Putz... passou rápido mesmo né? Eu estou ouvindo uma música que a Dani em mandou que é: “Quanto tempo demora um mês”. E se tomarmos como referência o primeiro semestre deste ano, minha resposta seria: demora pouco! Eu estive fora durante “um” dia e somando-se o final de semana parece que eu to fora há séculos. Porque em três dias eu viajei quilômetros. Revi São Paulo. Quebrei meu carro. Consertei meu carro. Sofri de dor de cabeça. Conheci pessoas inteligentes e interessantes. Me senti famoso. O Zidane se danou! A Itália virou tetra. A Bia Falcão se safou e a Dona Tosca quase casou.
Se a gente for pensar em seis meses entaum... Meu Deus! Quanta coisa... e põe item nesta lista de vcs aí... Eu fico feliz. Se pensarmos que ano passado a Dani R. tinha acabado de se mudar pra Rio Preto. A Dani L. ainda morava no outro apê. Eu não tinha carro ainda. A Dani L. ainda não tinha ido pra terrina do Luiz Figo. A Dani R. ainda morava sozinha. E eu ainda trabalhava só por meio período por aqui! Quanta coisa hein?
Putz...
Mas isso nos trás um certo alívio. Ontem no Fantástico, o Max Gerhinger (naum sei como escreve! E procurar vai demorar!) disse que a hora de parar de trabalhar chega quando a gente percebe que, durante muito tempo, nada de novo aconteceu... Se depender disso, vamos continuar trabalhando por muito tempo, certo? Disso a gente nunca vai poder reclamar: monotonia. A começar e sentimentos e de humor. Meu Deus! Como a gente varia de humor aqui, né? Sexta-feira, enquanto eu estava em São Paulo, eu tinha o “mó” orgulho de trabalhar aqui. Agora, ouvindo um converseiro aqui dentro, eu tenho vontade de sumir. Mas é tanta gente que está próxima da gente e tanta gente que precisa da gente, que eu PRECISO rever meus conceitos.
Junta-se ao Operador de Caixa do Wall-mart e aos Velhinho e Professores conectados, os funcionários de hotel e agentes de viagem bilíngües. Como dizia meu pai, esses dois cursos são dois leões que eu tenho que vencer. Mas depois, vem o prazer.
Acho que nosso fim de ano, vai ser tão bom quanto. Ou vai ser pior do que o primeiro. Ou vai ser MUITO melhor que o primeiro. Afinal, começamos nosso semestre assim e encerraremos com mais uma dupla fechada (dani+dani / joao+joao). Terminamos o semestre com o CAPP relançado e com um ano. Terminaremos o semestre com trezentos cursos para saber se agora a gente atinge a eficiência!
O fato é que muita coisa amadureceu. Nossos pensamentos. Nossa amizade. Nosso fígado *riso*! Nosso circulo de relacionamentos... E por mais que tentemos mostrar pra todos que nós não somos felizes. A gente naum precisa se matar porque o dia a dia prova isso. Mesmo que a gente use uma camiseta diferente na festa do segundo semestre... O que precisa ficar ainda mais forte é o suporte que temos que dar um pra o outro. Como já ficou claro, só a gente que se agüenta mesmo... entaum, o que nos sobra? Agüentar-nos!!!
Adoro vcs.
Sr. Oficial
P.S. Tem gente pior que aqui: quinta-feira fui cortar o cabelo e perto do salão, tinha um escritório de naum sei o que com uma porta de vidro. Na porta, tinha um adesivo escrito assim: “Aqui trabalhamos animados! (mais umas carinhas felizes!)” ?!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!?! Pode uma coisa dessa? Eu só espero que ninguém veja... porque se alguém aqui tiver uma idéia dessa, juro que peço emprego no Number One. Já basta camiseta.
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