A música "Durma, medo meu" é do grupo O Teatro Mágico. Incrível, como um tema tão presente esses dias na minha vida, pôde ser retratado com tanta doçura e força. Espero que no meu caso, o medo amedronte o medo e todos os meus medos vá embora...assim seja!
Todo o chão se abre
No escuro, se acostuma
Às vezes a coragem é como quando a nova lua
Somos a discórdia
E o perdão
E nos esquecemos da cor que tinha o céu, assim
Como a saudade
Ou uma frase perdida
Durma, Medo Meu
Durma, Medo Meu
Hmmm, não
Às vezes um "não sei"
Janela, madrugada, luz tardia
E o medo nos acorda
Pára e bate o coração
Em pura disritmia
O medo amedronta o medo
Vela, madrugada, dia, assim
Como a saudade
Ou uma frase perdida
Durma, Medo Meu
Durma, Medo Meu
domingo, 20 de abril de 2008
Uma mesa pr'a dois
Uma bela música dizia: “Os opostos se distraem, os dispostos se atraem...”. Será que estou disposta a encontrar alguém? Ou será que a condição de ficar presa a um sentimento que me impede de ver outras pessoas é mais cômodo? É mais fácil, para quem não está realmente disposto.
Ter alguém, que não é meu, só pr’a dizer que meu coração esta ocupado. Até quando?! Esperar que os outros me valorizem e que me dê atenção? Ser boa com os outros e ser rude comigo mesma?
Se eu tentar entender o mundo, fico louca. Só de tentar entender uma pessoa, já me perco, me fecho e me retraio. Em quase dois anos, me perdi na razão. Deixei me levar pela emoção, ou talvez, pelo medo que consumia o meu coração. Ficar sozinha?! Talvez fosse mais fácil aceitar as condições. Ajustar-me ao meu tempo, ao tempo dele e as necessidades.
Por que uma mulher se sujeitaria a tal situação?! Vontade de sentir abraçada? Falta de auto-estima ou cultivo do amor unilateral? Seja como for, me deixei levar e hoje, as coisas estão mais difíceis. Choro todos os dias, de raiva, de amor e de pena. Pena, de me ver, chorando por um amor que é só meu, sujeito a trovoadas, amarguras e descasos.
Estou farta de carinho, quero amor. Um cúmplice talvez. Alguém de possa aquecer os meus pés, arrepiar os meus pêlos, atormentar-me com a sua barba rala. Alguém para eu chamar de “chato”, “bobo” e “bravo”. Um “moço” só meu. E, principalmente, alguém que não se sinta constrangido com a minha ligação.
Um lugar maior que o carro, um conforto maior que uma cama de solteiro, mais do que um vinho no início da madrugada, um pouco mais do que uma simples ligação. A construção de uma relação forte, um nó cego. Uma vida, uma comunhão. Ou simplesmente, um pedido especial, em uma noite de sexta-feira: “Garçom, uma mesa pr’a dois!”.
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