sábado, 5 de janeiro de 2008

Muito prazer!

Neste exato momento, centenas de mulheres com quase trinta anos, estão dividindo seus olhares entre este artigo (altamente instrutivo) e o homem sentado na mesa ao lado, da cafeteria onde, certamente, você acabou de comprar o jornal para ler mais uma aventura do “Diário de uma mulher de quase trinta”.


Assim como eu, você deve ser inteligente, independente, atraente e, sem dúvida, solteira!


Cara leitora, o que mais nos alivia nestas horas é saber que não estamos sozinhas. Apesar de vivemos em um mundo de liberdade, libertinagem, razões e emoções, ainda enfrentamos a solidão e o grande desafio é convivermos com ela, sem estarmos de verdade sozinhas.


O outro grande desafio do mundo das mulheres de quase trinta, é conviver com um mundo de “liberdade”, porém cheio de regras, ainda impostas pelas tradicionais criações.


“Imagina, uma mulher com a sua idade, ainda solteira? Se demorar muito, não poderá ser mãe!” Ou o pior dos piores. “Vai ficar para titia!”.


Quem disse que mulher só veio ao mundo para casar, procriar e viver eternamente para o marido? Eu tampouco sei (e gosto!) de arrumar a cama, só compro roupas, de preferência, que não precisam passar, meu melhor instrumento na cozinha é o telefone e meu livro de receitas, é o disk-tudo! Cadê a nossa liberdade!?


O mais engraçado é saber que além do preconceito da sociedade, ainda temos de conviver com os homens, que tanto sonham com as “mulheres independentes”, mas quando se deparam com elas, não ligam no dia seguinte.


O dilema da mulher de quase trinta, e ainda solteira, é não ser convidada para os jantares de casais. E a nossa glória é ser as primeiras da lista no happy-hour dos solteirões convictos da empresa, poder acordar tarde no sábado e, ainda curtir a sexta-feira de melhor maneira possível.


Acredito que nós mulheres, de quase trinta, ainda somos meninas, cheias de sonhos, desejos e vontades, só que vivemos isso com mais maturidade, certezas e convicções. Sabemos o que fazemos, fazemos o que queremos, nem sempre estamos certas de nossas atitudes, porém jamais, voltamos atrás.


Somos de poucos amigos, porque muitos deles, hoje estão casados, participando das festas escolares de seus filhos e jantando com a sogra no sábado. E o que faz uma mulher de quase trinta? Vive! Vive buscando a sua alma gêmea. Vive se encantando com aqueles, poucos homens, que ligam no dia seguinte. Vive achando que “ele” é o homem certo. Vive se decepcionando mais uma vez.


Você é como eu? Uma verdadeira mulher de quase trinta? Possivelmente, devo encontrá-la nos bares da vida ou na taróloga mais famosa do bairro. Você tem namorado? Desculpa, não freqüento pizzarias aos sábados! Quer saber mais sobre o diário de uma mulher de quase trinta?
Espero você na próxima edição.


Beijinhos!

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